Carmem Fidalgo / Psicopedagoga

Consultoria psicopedagógica: distúrbios de aprendizagem, dislexia, sexualidade infantil. Acompanhamento psicopedagógico e pedagógico. Palestras e consultoria. Consultório: Rua Bolívar Ribeiro Boaventura, 579 Jd. Danfer SP/SP - Tels: 2541-5534 / 9874

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Arquivo de: Outubro 2008

27.10.08

Os Quatro Pilares da Educação

Os Quatro Pilares da Educação

Jaques Delors et al
Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão;; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente;; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas;; finalmente, aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. É claro que essas quatro vias do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de permuta. Mas, em regra geral ensino formal orienta-se, essencialmente, se não exclusivamente, para o aprender a conhecer, e, em menor escala, para o aprender fazer. As outras duas aprendizagens dependem, a maior parte das vezes, de circunstâncias aleatórias quando não são tidas, de algum modo, como prolongamento natural das duas primeiras. Ora, a Comissão pensa que cada um "dos quatro pilares do conhecimento" deve ser objeto de atenção igual por parte do ensino estruturado, a fim de que a educação apareça como uma experiência global a levar a cabo ao longo de toda a vida, no plano cognitivo como no prático, para o indivíduo enquanto pessoa e membro da sociedade. Desde o início dos seus trabalhos que os membros da Comissão compreenderam que seria indispensável, para enfrentar os desafios do próximo século, assinalar novos objetivos à educação, e, portanto, mudar a idéia que se tem da sua utilidade. Uma nova concepção ampliada de educação devia fazer com que todos pudessem descobrir, reanimar e fortalecer o seu potencial criativo - revelar o tesouro escondido em cada um de nós. Isto supõe que se ultrapasse a visão puramente instrumental da educação, considerada como a via obrigatória para obter certos resultados, (saber-fazer, aquisição de capacidades diversas, fins de ordem econômica), e se passa a considerá-la em toda a sua plenitude: realização da pessoa que, na sua totalidade, aprende a ser. (A seguir, no livro, são discutidos em detalhe cada um dos quatro pilares. O trecho a seguir é o resumo final do capítulo)A educação ao longo de toda a vida baseia-se [portanto] em quatro pilares:Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional, mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ap desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho. Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não negligencia na educação nenhuma das potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se.Numa altura em que os sistemas educativos formais tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento, em detrimento de outras formas de aprendizagem, importa conceber a educação como um todo. Esta perspectiva deve, no futuro, inspirar e orientar as reformas educativas, em nível tanto de elaboração de programas como da definição de novas políticaspedagógicas.
(*) Texto transcrito do Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors. O Relatório está publicado em forma de livro no Brasil, com o título Educação: Um Tesouro a Descobrir (UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999). Neste livro, a discussão dos "quatro pilares" ocupa todo o quarto capítulo, pp. 89-102. Aqui se transcreve, com a devida autorização da Cortez Editora, trechos das pp. 89-90 e 101-102.

Oração do Professor

Oração do Professor:


Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor.
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar.
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples, humano e alegre, como o amor.
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe.
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende.
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender.
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.(Antonio Pedro Schlindwein)

12.10.08

Precisamos de Educação ...

João Ubaldo Ribeiro

"Precisa-se de Matéria Prima para construir um País"
A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique.

Agora dizemos que

Lula não serve.

E o que vier depois

de Lula também

não servirá para

nada... Por isso estou começando a

suspeitar que o problema

não está no ladrão corrupto

que foi Collor, ou na farsa

que é o Lula. O problema está em nós.

Nós como POVO.

Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a

"ESPERTEZA“

é a moeda que sempre é valorizada,

tanto ou mais do que o dólar.

Um país onde ficar rico da noite

para o dia é uma virtude mais apreciada

do que formar uma família, baseada em

valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente,

os jornais jamais poderão ser vendidos como

em outros países, isto é, pondo umas caixas

nas calçadas onde se paga por um só jornal

E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO

OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as

"EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos...

E para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se

sente o máximo porque conseguiu

"puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde

a gente frauda a declaração de imposto

de renda para não pagar ou pagar menos

impostos.

Pertenço a um país onde a

falta de pontualidade é um hábito.

Onde os diretores das empresas não

valorizam o capital humano.

Onde há pouco interesse pela ecologia,

onde as pessoas atiram lixo nas ruas e

depois reclamam do governo por não

limpar os esgotos.

Onde nossos congressistas trabalham

dois dias por semana para aprovar

projetos e leis que só servem para

afundar o que não tem, encher o saco

do que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras

de motorista e os certificados

médicos podem ser "comprados",

sem fazer nenhum exame.

Um país onde uma pessoa de idade

avançada, ou uma mulher com uma

criança nos braços, ou um inválido,

fica em pé no ônibus, enquanto a

pessoa que está sentada finge que

dorme para não dar o lugar.

Um país no qual a prioridade

de passagem é para o carro e

não para o pedestre. Um país

onde fazemos um monte de coisa

errada, mas nos esbaldamos em

criticar nossos governantes.

Como "Matéria Prima"

de um país, temos muitas

coisas boas, mas nos falta

muito para sermos os

homens e mulheres de que

nosso País precisa.

Esses defeitos, essa

"ESPERTEZA BRASILEIRA"

congênita, essa desonestidade em

pequena escala, que depois cresce e

evolui até converter-se em casos de

escândalo, essa falta de qualidade

humana, mais do que Collor, Itamar,

Fernando Henrique ou Lula, é que

é real e honestamente ruim, porque

todos eles são brasileiros como nós,

ELEITOS POR NÓS.

Nascidos aqui, não em outra parte...
Entristeço-me.

Porque, ainda que Lula renunciasse

hoje mesmo, o próximo presidente

que o suceder terá que continuar

trabalhando com a mesma matéria

prima defeituosa que, como povo,

somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que

alguém o possa fazer melhor. Mas

enquanto alguém não sinalizar um

caminho destinado a erradicar primeiro

os vícios que temos como povo,

ninguém servirá.

Nem serviu Collor, nem serviu Itamar,

não serviu Fernando Henrique, e nem

serve Lula, nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para

que nos faça cumprir a lei com a força e

por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa "outra coisa" não comece

a surgir de baixo para cima, ou de cima

para baixo, ou do centro para os lados, ou

como queiram, seguiremos igualmente

condenados, igualmente estancados...

Igualmente sacaneados!

É muito gostoso ser brasileiro.

Mas quando essa brasilinidade

autóctone começa a ser um empecilho

às nossas possibilidades de

desenvolvimento como Nação, aí a

coisa muda...

Não esperemos acender uma vela

a todos os Santos, a ver se nos

mandam um Messias.

Nós temos que mudar! Um novo

governante com os mesmos

brasileiros não poderá fazer nada..

Está muito claro...

Somos nós os que temos que mudar.

Agora, depois desta mensagem,

francamente decidi procurar o

responsável, não para castigá-lo,

senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe)

que melhore seu comportamento e

que não se faça de surdo, de

desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e
ESTOU SEGURO QUE

O ENCONTRAREI

QUANDO

ME OLHAR NO ESPELHO.


"MEDITE!!!"

É O QUE EU SEMPRE DIGO.

“O GOVERNO SOMOS NÓS,

OS POLÍTICOS, NEM TANTO ASSIM.”

(PAULO BUSKO)


E eu acrescento: o que nos falta é EDUCAÇÃO!

10.10.08

O Vaso chinês

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.
Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.
Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: 'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...'
A velhinha sorriu:
'Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa. '

Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um de nós temos, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele. Portanto, meu 'defeituoso' amigo, tenha um bom dia e lembre de regar as flores do seu lado do caminho.