Carmem Fidalgo / Psicopedagoga

Consultoria psicopedagógica: distúrbios de aprendizagem, dislexia, sexualidade infantil. Acompanhamento psicopedagógico e pedagógico. Palestras e consultoria. Consultório: Rua Bolívar Ribeiro Boaventura, 579 Jd. Danfer SP/SP - Tels: 2541-5534 / 9874

Carmem Fidalgo / Psicopedagoga

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Arquivo de: Julho 2008

19.07.08

ESCOLHAS

”Luis é o tipo de cara que você gostaria de conhecer”.

“Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer”.

Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:

“Ah.. Se melhorar, estraga”.

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes.

Ele era um motivador nato.

Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.

Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:

“Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo”.

“Como faz isso” ?

Ele me respondeu:
“A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo”:

“Luis, você tem duas escolhas hoje:
Pode ficar de bom humor ou de mau humor.

Eu escolho ficar de bom humor”.

Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido.

Eu escolho aprender algo.

Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.

Certo, mas não é fácil - argumentei.

É fácil sim, disse-me Luis.

A vida é feita de escolhas.

Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha.

Você escolhe como reagir às situações.

Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor.

É sua a escolha de como viver sua vida.

Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha.

Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã.

Foi rendido por assaltantes.

Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo.

Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.

Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital.

Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.

Encontrei Luis mais ou menos por acaso.

Quando lhe perguntei como estava, respondeu:
“Se melhorar, estraga”.

Contou-me o que havia acontecido perguntando:
“Quer ver minhas cicatrizes”?

Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.

A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu.

Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas:

“Poderia viver ou morrer”.

“Escolhi viver”!

Você não estava com medo? Perguntei.

“Os para-médicos foram ótimos”.

“ Eles me diziam que tudo ia dar certo e que ia ficar bom”.

“Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado”.

Em seus lábios eu lia:

“Esse aí já era”.

Decidi então que tinha que fazer algo.

O que fez ? Perguntei.

Bem. Havia uma enfermeira que fazia

muitas perguntas.

Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa.

Eu respondi: "sim".

Todos pararam para ouvir a minha resposta.

Tomei fôlego e gritei; “Sou alérgico a balas”!

Entre risadas lhes disse:

“Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um morto”.

Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos... mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira.

E com isso, aprendi que todos os dias, não importa como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente.

Afinal de contas,

“ATITUDE É TUDO”.

TENHA UMA EXCELENTE

VIDA !

18.07.08

A Morte ( segundo Pedro Bial )

Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.

Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.

Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a

desestruturação da cena.

Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que

é mesmo o que e causa em todos os que ficam.

A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte,

por si só, é uma piada pronta.

Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento

dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.

Como assim?

E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela

metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.

A troco do que?

Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.

Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.

Qual é?

Morrer é um chiste.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém,

sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.

Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.

Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas , mulheres e morre num sábado de manhã.

Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.

Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.

Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.

Ok....

Hora de descansar em paz.

Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.

Morrer é um exagero.

E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.

Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...


Perdoe....sempre!!

Perdoe....sempre!!

Perdoe....sempre!!




Pedro Bial



Perdoe....sempre!!

17.07.08

Aconselhamento Psicopedagógico

ACONSELHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO: RELAÇÃO ESCOLA E FAMÍLIA

Lidia Maria Kroth

Sendo a criança o centro do processo ensino e aprendizagem, é da relação equilibrada entre escola e família, que ela terá a oportunidade de tornar-se cidadã integra, consciente e sua realidade e atuante no exercício de sua cidadania.

JUSTIFICATIVA
Tendo em vista as mais diversas realidades educacionais e percebendo as dificuldades geradas no relacionamento entre a escola e a família, que afeta diretamente no desenvolvimento integral da criança, sentiu-se a necessidade de buscar alternativas como forma de estreitar estas relações em contribuição ao crescimento do educando.
Desde os tempos mais remotos houve questionamentos e dúvidas em relação à definição de papéis da escola da família.
Até que ponto a família deve interferir no trabalho da escola ou a escola no relacionamento familiar?
Deverá sim haver respeito mútuo onde ambos trabalhem juntos num ambiente de colaboração e participação.
Para tais questões mencionadas elaboramos este projeto como forma de tentar sanar ou melhorar esta situação que é freqüente em nossas escolas e que sempre geram muitas polêmicas.
Sendo assim, é de suma importância que pais e professores estejam engajados no processo ensino e aprendizagem.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo Luiz Carlos Osório (1996, pp. 81-82)
“A primeira e talvez mais fundamental tarefa da escola é facilitar o processo de diferenciação e individualização da criança oferecendo-lhe uma espécie de introdução à vida social fora do âmbito doméstico”.
Por isso parece-nos que os pais devem imiscuir-se o menos possível nos assuntos escolares de seus filhos, já que faz parte do seu processo de aprendizagem para a vida, o terem que enfrentar, suportar situações desconhecidas e relacionar-se com o mundo tal como ele é, com seus atritos e desencantos, suas gratificações e frustrações.”
Analisando as idéias do autor, acreditamos que uma das principais tarefas da escola é desafiar o aluno a construir sua autonomia a fim de viver em sociedade exercendo a sua cidadania. Porém, quando Osório diz que, o melhor seria os pais interferir o mínimo possível na vida escolar de seus filhos, nos deixou em dúvida, pois a impressão que o incentivo dos pais torna-se dispensável no processo escolar dos filhos. Tal observação nos pareceu contraditória, se levarmos em conta o esforço que fazemos para conseguir uma efetiva participação da família na escola.
Contudo, após dissecar o texto, compreendemos que o autor deseja deixar clara a necessidade que o educando tem de caminhar com seus próprios pés. Quanto a participação da família entendemos que deve acontecer através do acompanhamento do processo de ensino com sua presença nas tomadas de decisões, quando a escola precisa direcionar quais os caminhos a serem trabalhados.
“Costuma-se dizer que a família educa e a escola ensina, ou seja, a família cabe oferecer à criança e ao adolescente a pauta ética para a vida em sociedade e a escola instruí-lo, para que possam fazer frente às exigências competitivas do mundo na luta pela sobrevivência”. (Osório, 1996, p.82)
Quando o autor escreve que a família educa para a ética social e a escola ensina a viver com competitividade no mundo, ele tenta delinear a participação da escola e família na formação do educando.
Numa análise mais detalhada, a família e a escola possuem funções diversas. Tais funções não devem ser confundidas sob pena de causar um desagradável atrito entre ambas. Porém é imprescindível que uma conheça as finalidades da outra para que consigam trabalhar juntas numa sintonia de respeito, colaboração e participação.
Esta busca de construção mútua trará benefícios a todos principalmente ao sujeito do processo de ensino e aprendizagem, o aluno.
O homem á capaz de usar sua racionalidade para atingir os objetivos adequados e satisfatórios ao seU organismo, a fim de preencher suas tendências atualizantes e de suas experiências e vivências.
A tendência atualizante do organismo envolve uma maior abertura para as experiências e vivências afetivas e para a integração das mesmas nas suas formas autênticas. Define o indivíduo atualizado ou auto-realizado como mais aberto aos seus sentimentos de medo, de desencorajamento e dor.
O processo de aconselhamento, desenvolve-se em determinadas etapas. A etapa inicial concentra-se na experiência que o aconselhando tem do aconselhador e da situação de aconselhamento.
A etapa seguinte caracteriza-se pela experiência da responsabilidade.
No início do processo de aconselhamento, o aconselhando já está realizando progresso.
Finalmente, é o aconselhando quem decide quando deve terminar o processo de aconselhamento.
O aconselhador expressa a sua confiança de que o aconselhando é realmente capaz de auto-compreensão e de encontrar a resposta para as dificuldades. Pela aceitação do aconselhando e pelo respeito a sua integridade como um indivíduo autônomo e independente, abstém-se de qualquer intervenção para dirigir a situação de aconselhamento.
O papel do aconselhador, porém, não é passivo, pois o relacionamento é implementado ativamente pelo calor humano, sensibilidade e aceitação genuína por ele expressas.
Os aconselhadores centrados no cliente preferem evitar o uso de testes. Volta-se para o aconselhando como pessoa total e não meramente para o problema inicialmente exposto. Todavia, não ignora o problema apresentado e visa ajudar o aconselhado a explorá-lo pelo relacionamento oferecido.

CONCLUSÃO
Ao se lidar com sentimentos e comportamentos de uma pessoa, temos uma responsabilidade muito grande.
Orientar só pode ser feito com muito amor, estando presente às mudanças, às tensões, tantas vezes reprimidas. Muitas vezes, envolve sofrimento ao dominar as próprias emoções.
A atualização e o estudo constante do Orientador é de suma importância, pois ele está trabalhando com a pessoa mais valiosa no Processo Educacional, que é o ALUNO.



BIBLIOGRAFIA
OSÓRIO, Luiz Carlos. Família Hoje. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento. 5 ed. São Paulo: Libertad, 1999.
VIOLLET, Jean. Pequeno Tratado de Pedagogia. 2 ed. São Paulo: Paulinas, 1962

10.07.08

Televisão ... PENSE NISSO !!!

A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação

e nessa
redação o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite,
corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito
emocionada. O marido, nesse momento, acaba de entrar, a vê chorando e diz:

"O que aconteceu?" Ela respondeu: "Leia". Era a redação de um menino.

QUERO SER UM TELEVISOR

"Senhor, esta noite te peço algo especial: me transforme em um televisor.
Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa.

Ter um lugar
especial para mim, e reunir minha família ao redor... Ser levado a sério quando falo...

Quero ser o centro das atenções e ser
escutado sem interrupções nem questionamentos.

Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não
funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado.

E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me.

Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.

E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo.

E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito...


Só quero viver o que vive qualquer televisor!"

Naquele momento, o marido de

Ana Maria disse:

"Meu Deus, coitado desse
menino!

Nossa, que coisa esses pais".

E ela olha: "Essa redação é do nosso filho".


Desconheço a autoria.


REFLITA .... Como vai o seu relacionamento com seus filhos ????

09.07.08

A atuação psicopedagógica

A atuação da Psicopedagoga junto à crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (DDA ou TDAH).


A Psicopedagogia é uma especialidade multidisciplinar que integra diversos conhecimentos nas áreas que envolvem a aprendizagem, como a Psicologia, Pedagogia, Neurologia, Fonoaudiologia, entre outras.

O acompanhamento Psicopedagógico tem como objetivo abordar o processo da aprendizagem, como esse se desenvolve e de que forma o indivíduo se relaciona com o aprender; nos aspectos cognitivos, emocionais e sociais.Quando são identificadas dificuldades neste processo, a Psicopedagogia busca as suas origens, os possíveis distúrbios; as habilidades e as limitações do ser que aprende.

A intervenção Psicopedagógica pode ser terapêutica, preventiva e de inclusão escolar.

A Avaliação Psicopedagógica é iniciada a partir da primeira entrevista com os pais, quando é conhecido o motivo da consulta, o desenvolvimento da criança e o histórico familiar.

As sessões são realizadas individualmente com a criança ou adolescente. Diante das necessidades são realizados testes e atividades específicas para avaliar o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e emocional da criança. As atividades são voltadas para área da escrita, leitura, raciocínio matemático, motricidade, desenho e o lúdico (jogos com regras), assim como a análise do material escolar.

Diante da avaliação, o acompanhamento poderá ser de uma ou duas vezes por semana.

A avaliação Psicopedagógica tem um papel importante no diagnóstico de uma criança ou adolescente com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade). Elas apresentam dificuldades para manter a sua atenção de forma continuada enquanto realizam uma atividade, mesmo quando há interesse, se dispersam facilmente e desviam sua atenção para um outro estímulo. Quando há hiperatividade, o indivíduo parece incansável, mexe-se constantemente, mais do que necessário quando executa uma atividade; mesmo sentado, parece impaciente, manuseia objetos, balança pernas... Nota-se também, uma certa ansiedade para falar, costuma interromper conversas, brincadeiras e fala sem parar.

Os problemas de atenção, concentração, organização, hiperatividade, e impulsividade afetam o rendimento escolar e, conseqüentemente, a auto-estima da criança. Um diagnóstico realizado o quanto antes, pode evitar sintomas que são associados a este transtorno. O acompanhamento visa criar condições para que o paciente retenha a sua atenção e concentração durante suas atividades, assim como estímulo para organizar-se. No lúdico, observa-se limites, interação com o meio, raciocínio matemático entre outros.

Quando os pais chegam até a clínica Psicopedagógica, geralmente trazem no histórico da criança vários professores particulares, mudanças de escola, dificuldades de relacionamento e inclusive, um desgaste familiar.

Relatos comuns trazidos por pais e educadores de crianças e adolescentes com Déficit de Atenção e Hiperatividade;

"Parece que está sempre no mundo da lua"
"Não se importa com os seus resultados"
"Não tenta mudar"
"Não sei mais o que fazer"
"Larga tudo, é muito desorganizado e não cumpre com suas obrigações"
"Sei que ele é inteligente e consegue fazer as coisas, mas não faz"
Nas queixas as crianças são vistas como agitadas, desorganizadas, perdem objetos, materiais escolares, esquecem compromissos, têm dificuldades para concluir atividades que iniciam e em algumas situações, mostram-se inconvenientes diante do grupo em que se encontram. Mas ao mesmo tempo, são crianças "antenadas", inteligentes e muito afetuosas.

O trabalho Psicopedagógico também é realizado junto aos pais e à escola.

O suporte dirigido à família é recomendado, pois pode haver um desgaste entre os membros. O problema deve ser visto como familiar e não apenas de um indivíduo. A Psicopedagoga orientará o comportamento e atitudes da família que colaborarão com o tratamento da criança ou do adolescente com TDAH. É importante que haja equilíbrio na postura dos pais diante dos limites, regras e reconhecimento dos aspectos positivos que a criança apresenta. O auxílio nas atividades, na organização dos afazeres e pertences também contribuem para que a criança sinta segurança e confiança perante a família.

Quanto à escola, a Psicopedagoga atua junto aos coordenadores e professores com o objetivo de levantar dados na rotina escolar do aluno, como seu rendimento nas disciplinas, organização, interesse, comportamento em sala de aula e em outras atividades em que participa e também, o seu relacionamento com colegas e professores.

Outros aspectos devem ser considerados como a metodologia proposta pela escola e a sua disponibilidade em auxiliar o aluno com o TDAH no processo da aprendizagem, já que a Psicopedagoga poderá orientar o professor na sua atuação em sala de aula.